Na hora me pareceu tão lógico como deve estar parecendo pra vc agora, mas ontem essa idéia me veio em mente de novo lembrando do divórcio que eu fiz na sexta. As ações familiares são um fracasso em si.
Não parece o fim do mundo haver um meio jurídico próprio pra forçar um pai a pagar alimentos pra os filhos????
Quando a gente entra na faculdade aprende que a família é a base da sociedade e o código civil festeja o divórcio direto. Longe de mim manter juntas pessoas que se odeiam, mas não precisava ser tão fácil, banaliza, como acontece hoje em dia, quantos casamentos não começam e terminam antes do final da lua-de-mel?
No final das contas, o que o dentista me disse nesse dia foi o típico conhecimento genial, parece uísque 16 anos, desce que vc não vê. Acho que dá até pra dizer que é um cara diferenciado.
Pensa bem: hoje em dia tudo é movido pelo tal "resultado", quer dizer, se vc é banguelas e eu te coloco uma dentadura = "resultado" e a gente aprende exatamente assim, tudo em prol do resultado, mas este cara não, percebeu que por mais que saiba fazer pererecas, o objetivo dele não é esse, mas fazer com o que paciente leve os dentes pelo resto da vida, isto definitivamente não é comum e deve ser valorizado.
Cada vez mais a gente se distancia da humanidade (de Deus, talvez) e tudo por causa do progresso/resultado, no fim é tudo a mesma coisa.
Coletando o passado, não dá mais pra pensar como se pensava na Revolução Industrial, já era, o problema é que não dava pra saber onde o "progresso" ia dar... deu no que deu, devagar tá mudando mais e mais, devagar as pessoas vão adaptando as idéias que se desdobram no tempo.
O problema não é o cara do século XVIII pensar em progresso em prol do progresso, o problema é essa idéia se desdobrar no tempo a ponto de se tornar uma máxima burra, que é repetida "porque sim", como tantas outras.
É bacana a gente ter "função social" e "humanidade" sempre na cabeça, pra não prolongar o conceito por ele mesmo (que não quer dizer absolutamente nada) no tempo, isso ainda vai nos matar.
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