quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Inveja

Ouvi uma conversa sobre a inveja das pessoas e alguns pontos me chamaram muito a atenção, um deles, confesso que me assustou, não pela parabola em sí, mas pela verdade que infelizmente ela imprime.

Uma das pessoas comentou que havia ouvido uma parabola que foi classificada como de senso comum que diz assim:

Um dia, fulano foi surpreendido por uma tal entidade que lhe prometeu conceder um desejo. Qualquer coisa que ele quisesse lhe seria dado, com uma condição, seja lá o que fosse que este fulano pedisse, seu vizinho teria em dobro.

Depois de ter pensado por algum tempo, o sortudo disse: Já sei o que quero, me cegue um olho.

Eu pasmei. Poucas vezes ouvi algo tão grosseiro e forte e pior, que fizesse todo o sentido no nosso dia-a-dia.

Nesta mesma conversa, um médico muito esclarecido contou que em um certo Congresso, um psicologo conceituou muito bem “Inveja”, dizendo que não se trata de querer algo que outro tem, mas de não querer que aquela pessoa tenha. O conceito e a parabola me parecem se completar.

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