sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Labor Studies Essay

Pelo menos para a maioria dos estudiosos o ser humano eh um animal social. Por consequencia, como em qualquer outra comunidade, ha regras, que no caso se transformou em lei, norma de conduta. O que se chama de “sistema” nada mais eh do que um dos frutos da normatizacao da conduta humana.

A discussao sobre a natureza predatoria do ser humano tambem eh assunto antigo, uns, como Rousseau, pensam que o senso de propriedade corrompeu o ser humano, outros pensam que o ser humano nasce mau. Desde ja penso que se eh assim, nao eh necessario discutir as maldades do capitalism, se independetemente da forma o ser humano eh mau.

Mas considerando que o senso de propriedade, ou Poder, numa visao mais ampla, corrompe o ser humano, poderiamos dizer observadamente a vanguarda nao tem nocao de resultado, rompeu com o padrao e muitas vezes na historia isso gerou resultados terriveis que nao eram o objetivo do vanguardista. Mas parece que o que se fez foi sustentar determinados tracos dessa antiguidade em prol do que se chama vaidade.

O capitalism serve como uma luva. Ele pressupoe o livre enriquecimento, eh um sistema que quer valorizar a qualidade e o esforco. Mas me parece que a ansia pelo destaque e pelo dominio faz com que a forma com que isso seja feito seja das piores possivel. “O que tem” eh muito mais importante do que “quem eh” e isso eh pessimo. Isso eh tao grave que separamos o sistema de nos para podermos culpa-lo por determinados atos nossos. O sistema eh parte do ser humano, sem ele o sistema nao existiria e mesmo assim essa ideia simples eh eliminada do nosso raciocinio. Se o senso de Poder corrompe o ser humano corrompe o ser humano o faz de uma forma tao forte que o faz se separar de uma parte dele mesmo, que eh o senso social, o que eh consenso que temos.

E mesmo que comecemos a considerer isso agora e nos preservamos, da forma com que todos sabemos como eh mas chamamos de utopia hoje, nos demoramos todo esse tempos de evolucao para chegar aqui, qualquer evolucao, assim como a involucao, se desdobram nas geracoes. Se considerarmos que vivemos muito menos que uma arvores, nos nao acabariamos com as arvores que fazer parte da necessidade para a nossa propria existencia. Nao nos preocupamos nem com aqueles que por obrigacao natural temos que por no mundo, ja que temos, como todos os outros animais que nascer, nos desenvolver, reproduzir e morrer.

O capitalism eh um instrument otimo que criamos, mas poderia ser qualquer outro, desde que nos comprometessemos com nossa especie, com o proximo, com o todo, pq o individuo eh parte do todo, nos eh maior do que eu, isso eh muito simples.

O capitalism nao eh ruim eh o ser humano eh que eh egoista.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O que o dentista disse.

Não foi agora, já faz um tempo. Na ultima vez que fui ao dentista (e isso não foi há 5 anos atrás), ele me disse: Não adianta nada dizer sobre o paciente: "se tratou comigo a vida toda, até a dentadura fui eu quem pôs". Ele me disse que se isso ocorrer ele falhou enquanto dentista.

Na hora me pareceu tão lógico como deve estar parecendo pra vc agora, mas ontem essa idéia me veio em mente de novo lembrando do divórcio que eu fiz na sexta. As ações familiares são um fracasso em si.

Não parece o fim do mundo haver um meio jurídico próprio pra forçar um pai a pagar alimentos pra os filhos????

Quando a gente entra na faculdade aprende que a família é a base da sociedade e o código civil festeja o divórcio direto. Longe de mim manter juntas pessoas que se odeiam, mas não precisava ser tão fácil, banaliza, como acontece hoje em dia, quantos casamentos não começam e terminam antes do final da lua-de-mel?

No final das contas, o que o dentista me disse nesse dia foi o típico conhecimento genial, parece uísque 16 anos, desce que vc não vê. Acho que dá até pra dizer que é um cara diferenciado.

Pensa bem: hoje em dia tudo é movido pelo tal "resultado", quer dizer, se vc é banguelas e eu te coloco uma dentadura = "resultado" e a gente aprende exatamente assim, tudo em prol do resultado, mas este cara não, percebeu que por mais que saiba fazer pererecas, o objetivo dele não é esse, mas fazer com o que paciente leve os dentes pelo resto da vida, isto definitivamente não é comum e deve ser valorizado.

Cada vez mais a gente se distancia da humanidade (de Deus, talvez) e tudo por causa do progresso/resultado, no fim é tudo a mesma coisa.

Coletando o passado, não dá mais pra pensar como se pensava na Revolução Industrial, já era, o problema é que não dava pra saber onde o "progresso" ia dar... deu no que deu, devagar tá mudando mais e mais, devagar as pessoas vão adaptando as idéias que se desdobram no tempo.

O problema não é o cara do século XVIII pensar em progresso em prol do progresso, o problema é essa idéia se desdobrar no tempo a ponto de se tornar uma máxima burra, que é repetida "porque sim", como tantas outras.

É bacana a gente ter "função social" e "humanidade" sempre na cabeça, pra não prolongar o conceito por ele mesmo (que não quer dizer absolutamente nada) no tempo, isso ainda vai nos matar.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

E se todos votassem na Marina? (Ela ganharia... duh!)

Eu ando meio na duvida se voto na Dilma ou na Marina, tenho lido e ouvido a Marina com atenção e ela vem se mostrado, pelo menos pra mim, como dos candidatos a que mais é coesa nas coisas que diz e tem o melhor plano de governo, sustentável... blá blá blá...

Por outro lado, sempre ouço por aí pessoas com a mesma idéia que tem me ocorrido, mas a conclusão é sempre: "Mas de que adianta votar na Marina? Ela não vai ganhar nunca, é jogar um voto fora..." isso quando não arremata-se "... é melhor votar na Dilma, pelo menos o Serra não ganha...".

É, quanto ao Serra eu acho que a opinião é valida, mas o que acontece é: se supostamente a Dilma tem hoje um pouco mais de 50% dos eleitores a favor, logo, não haveria segundo turno, por outro lado, e é claro que isso é uma experiência própria, adstrita ao meu convívio, numa região específica, mas considerando que a Marina vem subindo nas pesquisas.

E se todo mundo que pensa em votar na Marina mas não vota porque acha que vai jogar o voto fora votassem nela? Dependendo da quantidade haveria segundo turno, pois uma parte de quem votaria na Dilma votaria na Marina, dependendo da quantidade o segundo turno poderia ser formado pela Dilma e pela Marina, se isso acontecer, quem vota no Serra não vota na Dilma por nada, vota na Marina.

E se todo mundo que quer votar na Marina votar na Marina... quem sabe ela não ganha?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Marina e Plinio

Desde o começo da campanha, os candidatos tidos como "menores" insistem na desigualdade do tempo do horário eleitoral e na falta de convite para os debates.

É verdade que o sistema de difusão melhorou bem, antigamente as campanhas compravam estes horários na televisão, rádio e etc, então algo que se reclama hoje já foi muito pior, o que não é desculpa.

O que tem acontecido não é diferente do que sempre acontece em todas as esferas do relacionamento "política/povo", arrumaram uma forma de manter tudo como sempre foi, agora com a vantagem que ninguém mais tem que pagar, mas também não todo mundo que tem.

O negócio é a tal coligação, a farra do dar as mãos, primeiro que as esferas não precisam obedecer a mesma linha uma da outra, então não é porque o PV coligou com o PT, hipotéticamente, na esfera estadual que a mesma coligação precisa acontecer na esfera federal, tudo isso por exemplo. O fato é que fazer isso é pegar a Constituição e jogar fora, aliás, isso já deveria ter sido feito há muito tempo, cobra-se do povo coerência no voto, mas não existe coerência no sistema.

Se é fato que o indivíduo candidato nada mais é do que a pessoalidade de um partido, ou seja, quando se escolhe fulano ou beltrano, na verdade se escolhe uma ideologia partidária e não individual, como se quer fazer crer, disso se vê varias coisas: 1. Não adianta votar na Dilma pra Presidente e no Anibal pra governador, a menos que o que se queira seja dificultar o trâmite das leis por exemplo, o que já é demais difícil.

Não importa o nome, importa o partido, é de um partido que se faz política, de uma idéia comum, se todos concordassem com o "governo" que tal Estado deveria ter, o "todo" não teria se "partido" e não precisaríamos votar em uma idéia, mas sim nomear que conduziria o governo, aí sim, seria algo pessoal, mas primeiro precisamos determinar o rumo, o governo, dentre todas as partes, todas as idéias disponíveis.

Eu insisto na idéia de que a troca de responsabilidade não leva ninguém a lugar algum, dizer que o sistema eleitoral é falho e que ele precisa mudar é parte verdade, porque o sistema é ótimo, acontece que ele é muito bem utilizado para confundir quem vota, porque quem vota não procura saber nem pra que vota e muito menos pra que serve votar, acha que "não adianta nada, tudo vai continuar como sempre foi" e essa é exatamente a idéia que vem sido difundida no decorrer do tempo, pra dizer a verdade, eu acho que nem os que se aproveitam desta cultura do "tudo vai ser como sempre foi" sabem que não precisa ser, as gerações vão e vem em todas as classes sociais e em todos os seguimentos da sociedade, um dia alguém se aproveitou do povo de propósito, hoje o que existe é uma manutenção de um sistema corrompido por pessoas tão tapadas quanto as enganadas.

A coisa tomou proporções tão interessantes que todas as respostas para as inquietudes eleitorais estão escancaradas, mas o costume é tão forte e tão presente que passa pelos olhos sem perceber.

Já disse em outro post que os planos de governo de todo candidato que tenha um inicio de integridade estão disponíveis, pra quem quiser ler, ninguém lê, quem não lê reclama porque não está feliz mas nem sabe de que, quem reclama sem motivo real nunca é ouvido e o ciclo se repete.

Eu passei um tempinho logo depois do debate de ontem a noite lendo alguns posts dos blogs mais abalizados que eu conheço e o que eu vi foi deprimente, tão deprimente quanto o debate.

Não é possível que quem tenha visto o debate não tenha visto que as únicas pessoas realmente interessadas em um debate político era o Plinio e a Marina, o Serra e a Dilma trocaram farpas e falaram do que foi feito por um e por outro e muitas destas coisas são mentirosas, quer dizer, todo mundo mete o pau no Maluf e quem não vota nele não é capaz de reconhecer em outro os mesmos defeitos.

Confesso, até quebrando o sigilo do voto, que até agora meu voto é da Dilma, muito embora tenha visto atualmente uma série de falhas que tem me dado a vontade de mudar pra Marina, que é MUITO mais coesa.

Plinio e Marina levam em consideração ideologia política, certa ou errada é fundamentada, eles sabem o que planejam e tem um meio pra isso, se vai dar certo ou não é outro problema. Eu gosto muito e estou muito satisfeito com o governo do Lula, quem fala mal não entende que governo de política fiscal não é aparente e que se as cargas ainda são altíssimas, não se muda 500 anos de história em 8 anos e nem nos próximos 8, quem espera isso, quem promete isso e quem se pauta nisso vai se decepcionar, as mudanças são cíclicas e pra quem já estudou história uma vez na vida sabe que as mudanças sociais demoram décadas para acontecer.

Realmente trocar farpas, como bem lembrou a Marina, é um deserviço, andar pra trás, é dizer que o país que tem mais recursos no planeta não sabe e não se preocupa com a escolha de seus dirigentes e isso é atestado pelo povo quando vai à urna. E que depois não se reclame de nenhuma medida que seja tomada, nem por governante e nem pelos Estados por aí afora.

Pra quem não sabe o Brasil despontou nos últimos 8 anos, isso não se diz na campanha porque não é interessante, mas o que vale deste governo não é só ter tirado sei lá quantos milhões da linha da miséria, mas é fazer o Brasil ser bem visto aí afora, é saber que nosso dinheiro vale e hoje em dia é medida, que quando o mundo inteiro entra em crise o Brasil tem peito de segurar e se por aqui foi dito sobre "os efeitos da crise", isso é coisa de meio-intelectual que lê a Veja.

Vamos ver direito em quem vamos votar, o voto vale muito sim e mais que ele vale saber porque votou em quem votou, a Marina e o Plinio, falo deles fundamentalmente porque os demais dos pequenos entram quase como os grandes ao contrário, não fundamentam, querem redução de jornada de trabalho, da carga tributária e o aumento do salário mínimo pra sei lá quantos mil reais, isso é ridículo.

Jamais nos saia da cabeça que quem trabalha com a veiculação das propagandas são pessoas estudadíssimas, que conhecem o que nos atinge e é o trabalho deles nos convencer, eles conseguem, não se enganem, eles são muito bons, cabe a nós procurar o que é palpável, eleição não é brincadeira, depois não da pra reclamar.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Eleições

Desde a não sei quando acompanho a política. Sempre procuro assistir os programas políticos, procuro ler propostas e estar sempre inteirado do que estão propondo, já que, como eles mesmos dizem, o povo deve saber em quem vota pra escolher bem.

Será que a gente vai conseguir escolher bem?

Não é engraçado como o lance é tão descarado que atualmente os elegíveis mentem dizendo a verdade, é o melhor, eles não estão de sacanagem.

Se não todos, a grande maioria deles realmente tem um plano de governo, uma lista de todas as suas propostas e isso para proporcionar que quem escolha saiba o que está escolhendo, mas isso não acontece.

Por mais que existam milhares de campanhas, folhetos e o que mais a imaginação produzir de incentivos ao povo prestar atenção com o que faz com o voto, o povo não está nem aí para ele e mais, reclama depois.

Eu acho que pelo menos deveria haver a decência de entender que se votou igual o nariz vai ter um governo de nariz, festa da uva, onde quem foi eleito faz o que quer e ninguém pode reclamar, uma por que não sabe do que reclamar, não sabia a que o fulano estava disposto na eleição, duas por que o povo não tem condição de identificar um problema por que entende que isso seja problema deles, MAS NÃO É.

Colocar um mané de terno no Congresso, ou em qualquer esfera, por outra razão que não seja a exata consciência da proposta deste fulano é a mesma coisa que ter um banco que movimenta quantidades descomunais de dinheiro, pegar todos os currículos dos candidatos à administração deste banco pra cima, pegar o primeiro, colocar ele lá e nunca mais olhar pra ele a menos que as coisas não estejam do jeito que o cara imaginava e quando faz isso vai reclamar e não sabe de que.

Não adianta, enquanto não largar a mão de ser tonto e saber que dizer que o povo não apita nada é invenção de quem se interessa por isso, o povo vai continuar capacho e engolindo um sapo atrás do outro sem poder reclamar.

A culpa não é deles, eles são imorais, anti-éticos, ladrões na maioria das vezes e nós somos os responsáveis por deixá-los onde eles estão.

Do decorrer da campanha eu vou falar algumas idéias sobre as eleições e os partidos, não espero disso nada além de fazer com que quem leia se ligue na força do voto e vote direito, seja em quem for.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Música não mente.

Falando com um grande flautista amigo meu, me veio a idéia que música não mente.

A gente estava comentando a impressão do público, a identificação que naquele momento do show o público cria com o músico, aquele wannabe que faz com que naquelas horas o público viva exatamente a idéia que ele tem do músico no palco, todo o desprendimento, desenvoltura, falta de vergonha na cara que é a vida de quem faz arte.

Comentamos que essa impressão, esse feedback depende da veracidade da manifestação do artista. Não adianta pular, o negócio é como se pula e não o pular em si.

Se aquela manifestação, aquele pulo, aquela careta, aquele grito vierem do sentimento de quem tá fazendo, o cara atinge o público, num vai e volta que ninguém entende, nem quem pula e nem quem é pulado, quer dizer, isso só acontece se quem produz ou reproduz música sacou a pegada do negócio, se envolveu com aquilo de uma forma que passou a ser aquilo. Diga o que quiser, mas guitarra não toca, quem toca é o guitarrista, a pecinha que empunha aquele pedaço de pau com meia dúzia de arames transversais manda no negócio, de fato produz o som.

De duas uma, ou o cara acredita e vive o que ele está fazendo ou não rola.

Com argumentos dá pra mentir, com um instrumento na mão não.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

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